DICAS PARA MOTOCICLISTAS

As dicas abaixo foram enviadas pelo IKO, do Os Kafajestes MC - Brasília/DF
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Dica número
1 – O QUE LEVAR EM VIAGENS Itens
necessários: Itens
aconselháveis: Roupas e
acessórios pessoais:
Dica
número 2 – ESCOLHENDO E AJUSTANDO O CAPACETE §
Você
pode ter um capacete aberto para dar aquela voltinha na praia e atender
a lei, mas na hora de pegar a estrada, escolha um capacete integral. §
Alguns
capacetes abertos, muito usados por proprietários de Cruisers, não têm
o selo do INMETRO, portanto, dependendo do guarda de trânsito, podem
virar um problema. §
Na
escolha de um capacete, dê preferencia em primeiro lugar pelo material
de fabricação, Kevlar e Plástico Injetado, são mais resistentes que
Fibra de Vidro. Leve também em conta o fabricante, boas marcas devem
ter preferência. §
Muito
importante também é o tamanho do capacete. Capacetes com o mesmo número
têm as formas diferentes e podem não vestir tão bem. §
Capacetes
largos podem tender a sair da cabeça em velocidade e colocar a sua
segurança em risco. §
Capacetes
apertados, com o tempo vão causar dores que podem impossibilitar o usuário
de seguir viagem. §
Via
de regra, o capacete deve entrar justo mas sem apertar demais. As partes
de espuma vão ceder com o tempo e se ajustar ao seu rosto e cabeça,
mas as partes em isopor merecem cuidados especiais. §
Se
seu capacete está machucando na testa, localize a posição e pressione
fortemente com o polegar a fim de "amassar" um pouco o Isopor,
afrouxando a pressão em sua testa, uma colher pode ajudar também. No
caso de estar machucando na orelha, retire a forração até expor o
isopor, com a ajuda de uma faca ou canivete, aumente a área destinada a
orelha, dos dois lados, e recoloque a forração. As orelhas devem ficar
livres de qualquer pressão sob o risco de dor intensa após algum tempo
de uso do capacete. §
Para
uso do capacete por tempo prolongado, é aconselhável usar bandana por
baixo, isto evitará que o suor deixe o capacete com cheiro desagradável,
além de proteger a cabeça do atrito com o mesmo. Alguns aconselham
molhar a bandana nos dias de calor intenso, desde que haja tempo e condições
para secá-lo antes da próxima utilização. §
As
viseiras devem ser mantidas limpas e sem arranhões. Você pode sair a
noite com sua viseira e descobrir perigosamente que não consegue
enxergar nada quando cruza com a luz de um carro em sentido contrário.
A viseira um pouco arranhada que você acha que dá para usar durante o
dia pode tirar sua visão e causar um acidente a noite. § Para a maioria dos motociclistas, estas dicas não são novidades, mas podem ajudar quem está começando a se aventurar pelas estradas. Deixamos claro que estes são apenas conselhos baseados nas experiências de motociclistas experientes e colaboradores. Não podemos nos responsabilizar por qualquer incidente que venha a acontecer durante uma viagem. No mais pense primeiro na sua segurança e boa viagem.
Dica número
3 – VIAJANDO SOZINHO Semelhante
ao mergulho, deve-se evitar a viagem solo, ou seja, uma só moto. O mínimo
recomendado são dois motociclistas. No caso de pane, é importante
haver alguém para buscar socorro enquanto a moto não fica sozinha. Mas
se for inevitável, seguem alguns conselhos que podem ajudar na sua
viagem. Comunicação
Sempre
que possível, leve um telefone celular e os números de locais e
pessoas que você possa precisar, como por exemplo: o hotel que você
está indo, o mecânico etc. Lembre-se
que alguns celulares tem cobertura limitada, como é o caso de celulares
de cartão. Check-up Desnecessário
lembrar que a moto deve estar em condições para a viagem. Por menor
que seja a distância, você vai estar longe de casa e isto aumenta
muito um pequeno problema. Dentre
os itens normais de manutenção preventiva, dê especial atenção: Programação Com
o auxílio de mapa, programar as paradas de acordo com a autonomia da
moto e seus limites físicos pessoais. Para motociclistas com menos
experiência, aconselha-se uma parada a cada 100 km aproximadamente.
Para viagens longas e motociclistas em boas condições físicas, os
primeiros 100 ou 200 km não mostram o cansaço, mas acreditem, as
paradas iniciais farão muita falta no final. Para
programar as paradas pode-se contar com a ajuda de mapas rodoviários
que mostram postos de abastecimento e paradas. Na
Internet pode-se obter mapas no site www.estradas.com.br
(e outros mais). ou então por meio de guias especializados adquiridos
nas bancas de jornais e revistas. Quando
em grupo, deve-se lembrar que as máquinas e as pessoas têm limites e
necessidades distintas. Cabe aos "mais fortes" auxiliarem os
"mais fracos", e não o contrário. É uma questão de
conversar antes da viagem. Advertência Se
uma moto ou carro, normalmente com dois ocupantes chega rápido em você
e não te ultrapassa, procure o primeiro posto policial ou parada, pode
ser uma tentativa de assalto. Em
caso de pane e sem garupa, não deixe a moto na estrada. Procure parar
um caminhão ou pick-up e transporte a moto até lugar seguro. No
transporte sem cordas para amarrar, coloque a moto transversalmente, se
possível, arme o descanso lateral, posicione-se no lado oposto ao
descanso e peça ao motorista para ir devagar. Se
a garupa for mulher, é mais seguro ela ir procurar socorro de
preferencia em um carro de família e você ficar com a moto.
Dica número
4 – POSICIONAMENTO NA ESTRADA Estradas
de mão dupla Ocupe
a sua faixa posicionando-se no espaço relativo a um carro, evitando
assim a tentativa de um veículo de quatro rodas em se posicionar a seu
lado. Só
ultrapassar com segurança e quando houver espaço para você voltar
para sua pista. Certos motoristas não gostam de dar espaço para motos
e você acaba ficando "preso" entre as duas pistas e em situação
de muito perigo. Estradas
de mão única, duas pistas
Da
mesma maneira que acima, posicione-se ocupando o espaço relativo a um
carro. Trafegue
normalmente pela faixa da direita usando a faixa da esquerda somente
para ultrapassagens. Nas mudanças de faixa use o retrovisor mas dê uma
rápida olhada antes, dependendo da posição, seu retrovisor pode
esconder um carro pequeno.
Atenção especial para incidência de óleo na
pista da direita (pista dos caminhões). Estradas
de mão única, três pistas ou mais
Idem
a duas pistas, mas dependendo do movimento da rodovia, pode-se trafegar
pela pista do meio, evitando assim o óleo da pista da direita. Porém
redobrar a atenção com os retrovisores em relação aos carros que se
aproximam, não é incomum automóveis ultrapassarem pela direita. Velocidade SEMPRE
respeite os limites de velocidade das estradas, em caso de chuva,
reduzir os limites para velocidades em que você se sinta seguro
pilotando. Nas curvas, inclinar a moto bem menos que o habitual e
cuidado com o óleo.
Se seus pneus não estão em condições
(sulcos com no mínimo 1,6 mm), não viaje na chuva, PARE e espere. Há
dicas (não disponíveis, ainda, específicas para chuva e viagens
noturnas). Roupas USE
SEMPRE CAPACETE. Se sua moto não é uma Cruiser com bolha (parabrisa),
que proteja seu rosto, use sempre capacete integral ou com viseira. Uma
pedra levantada por um carro ou por seu próprio pneu dianteiro a 100
km/h, pode machucá-lo e derrubá-lo com o susto, isto sem falar dos
insetos. Apesar
do calor, não abra mão do casaco de couro, calças jeans ou couro e
botas. As luvas são importantes para proteção e evita que depois de
um dia inteiro de viagem no sol você descubra que ganhou um par de mãos
vermelhas na extremidade de braços brancos. O
casaco de couro não protege do frio, em caso de frio intenso, usar uma
roupa quente por baixo. Na emergência, jornal por dentro da jaqueta,
luvas e botas faz milagres. Dica número
5 – DESGASTE EXCESSIVO DOS PNEUS Desgaste
excessivo ou desgaste irregular é problema relativamente comum em
motocicletas. Na maioria dos casos isto é resultado da falta de
calibragem dos pneus. Via
de regra, pneus com a pressão acima do recomendado apresentam desgaste
no centro da banda de rodagem. Pneus com calibragem abaixo do
recomendado apresentam desgaste nas bordas. Em ambos os casos o equilíbrio
e estabilidade da motocicleta estão comprometidos, portanto fica claro
que sem contar o custo inerente a redução da vida útil do pneu. Por
isso, CALIBRAGEM É ITEM DE SEGURANÇA. O
desgaste excessivo / irregular pode também ser resultado do estado e
uso da motocicleta bem como estilo de pilotagem. Veja abaixo alguns
itens relevantes:
Dica número
6 - MEDICAMENTOS É
fato que o brasileiro tem o costume de se auto medicar. Os possíveis
efeitos colaterais já são perigosos quando você está dentro de sua
casa, imagine isto sobre uma moto a 100 km/h. Você
pode achar que, durante uma viagem, um analgésico para uma dor de cabeça,
não lhe faria mal algum, certo? ERRADO. Não
é nosso objetivo discutir a química dos remédios, mas basta saber que
a maioria dos analgésicos baixa a pressão causando sonolência e
diminuindo a sua atenção. Sem contar o fato que efeitos colaterais de
remédios que você está acostumado a tomar, podem ser alterados de
acordo com a temperatura ambiente e até seu estado emocional. Se
você está tomando regularmente algum medicamento, consulte seu médico,
informando-lhe de suas pretensões e detalhes da viagem. Na dúvida,
deixe a viagem para a próxima vez. Evite
ao máximo tomar remédios durante uma viagem, se for inevitável,
diminua o ritmo e esteja consciente e alerta para qualquer indício de
algo diferente, como sono ou sensação que você desligou por alguns
segundos (falta de concentração). Ao menor sinal pare, sua vida não
vale o risco. Se estiver em grupo, peça a alguém mais chegado para te
acompanhar e ficar atento quanto ao seu comportamento (euforia também
pode ser um efeito colateral). De
maneira nenhuma misture, por conta própria, dois medicamentos e NUNCA
misture álcool com qualquer remédio. Você pode estar se suicidando ou
matando alguém. Aí não tem mais remédio. Dica número
7 – UM ESTRANHO NO NINHO Você
tem um ou mais triciclos no grupo, ou ainda, tem uma moto muito velha ou
muito pequena para acompanhar o grupo. O quê fazer ? A princípio
vamos falar dos triciclos. Com
a difusão destes veículos, não é difícil encontrarmos grupos com
motos e triciclos, alguns grupos alteraram seus nomes para: Mototriciclube
devido a inclusão destes interessantes veículos de 3 rodas. Não
existe nenhum problema de compatibilidade entre 2 e 3 rodas. Contanto
que as normas de segurança não sejam quebradas, apenas alguns cuidados
devem ser tomados. O
último do grupo deve ser um experiente motociclista, este é chamado
"drag bike". Se o piloto do triciclo se encaixar nesta
categoria, você terá um excelente "drag bike" fechando o
grupo. Caso este não possua a experiência necessária para ser o último,
coloque-o imediatamente a frente do último. Quando
se anda em grupo, há uma tendência de quem vem atrás basear seus
movimentos na moto da frente, como por exemplo: ponto de frenagem,
tomada da curva etc.. Andar atrás de um triciclo é o mesmo que andar
atrás de um carro, ou seja, você fica sem esta referencia, mesmo
porque os pontos de frenagem e tomadas são diferentes. Logo
a distancia de quem vai depois de um triciclo deve ser a mesma a ser
mantida de um carro. Como referencia esta distancia pode ser o dobro da
normalmente usada entre duas motos. Uma moto
que não se enquadra no grupo Avalie
as condições de segurança da moto e a experiência do piloto. Se não
houver um impeditivo que ponha em risco a segurança do grupo ou do próprio
piloto, não se justifica a exclusão desta moto. Lembre-se, a primeira
regra do motociclismo é a união e provavelmente este obstinado
motociclista prosseguirá viagem sozinho, neste caso com um risco maior
do que com o apoio do grupo. Se
você julgar que esta moto não oferece condições de segurança,
converse com o motociclista tentando convencê-lo a corrigir o problema
antes de coloca-la na estrada. Talvez desta vez a melhor opção seja a
garupa de alguém. Caso você não tenha sucesso, coloque-o no final do
grupo, imediatamente a frente do "drag bike". Motociclistas
drogados ou sob efeitos de álcool, de maneira alguma devem seguir com o
grupo. A segurança do grupo SEMPRE deve ser sua principal prioridade.
Dica número
8 –
ANDANDO EM GRUPO. Existem
muitas teorias sobre o assunto, gostaria de lembrar que esta é apenas
uma opinião baseada na experiência de motociclistas e colaboradores
com anos de estrada. Quando
um grupo vai se juntando no decorrer de uma viagem, fato muito comum no
caminho para um evento de motos, fica muito difícil estabelecer-se
regras para motociclistas que não se conhecem, aí vale o bom senso e
as regras básicas de segurança. Mas
se você é parte de um
grupo, alguns cuidados podem ser tomados tornando a viagem mais agradável
e segura. §
Identifique os dois motociclistas mais experientes. Um deve liderar
o grupo e o outro deve fechar o grupo, ou seja, ser o último. A segurança
do grupo pode depender desses dois. §
Identifique o menos experiente e a menor moto. Estes serão os
limites de seu grupo em relação ao número de paradas e velocidade. §
O grupo deve sempre ocupar uma pista inteira da rodovia,
posicionando-se em uma formação lado a lado defasada, ou seja, como
marcas de "passos na areia". É importante manter-se dentro do
campo de visão do motociclista à sua frente verificando se ele pode vê-lo
pelo retrovisor. A distância entre as motos deve aumentar com o aumento
da velocidade. §
Em rodovias de três ou mais pistas, mantenham-se na pista central,
normalmente a pista da direita apresenta mais buracos e óleo, ambos
causados por caminhões. §
Em rodovias de duas pistas, mantenham-se na pista da direita, apesar
dos problemas acima mencionados, neste caso é a pista mais segura. §
Em rodovias de mão dupla, os grupos grandes devem abrir espaços
com subgrupos de quatro ou seis motos permitindo assim a ultrapassagem
de veículos mais rápidos. Congestionar o transito na subida de uma
serra por exemplo, irritará os motoristas que acabarão forçando uma
ultrapassagem e colocarão em risco os motociclistas. §
As ultrapassagens, sempre que possível devem ser feitas de forma
contínua, ou seja, o líder deve esperar condições que permitam a
ultrapassagem de todo o grupo. Uma ultrapassagem segura requer
entrosamento entre o líder e o último, ou "drag bike", ou
usando a linguagem dos escoteiros, o lanterna. O líder percebendo as
condições ideais sai para esquerda. Imediatamente o último sai também,
dando cobertura para que todos ultrapassem com segurança. Após a
ultrapassagem todos devem retornar a posição original. § Não havendo esta condição ideal, caso com transito muito intenso, as ultrapassagens devem ser feitas gradualmente e o líder deve esperar que o grupo se una novamente antes de iniciar um novo processo de ultrapassagem. §
Quando
estiver chovendo, evite andar por cima da faixa de marcação, pois a
tinta que cobre o asfalto forma uma película escorregadia tirando a
aderência do piso. §
Em
viagens feitas em grupo, mantenha a distancia do motociclista a sua
frente, mais ou menos 3 segundos. Para marcar essa distancia, marque um
ponto de referencia na estrada deixe o motociclista da frente passar e
conte até três, esse tempo deve ser o mínimo gasto por você para
transpassar o ponto de referencia
Dica
número 9 – SINAIS UTILIZADOS DURANTE VIAGENS EM GRUPO Alguns
sinais podem ser combinados entre os participantes de um grupo que
pretende viajar, mas é bom saber que alguns sinais já tornaram-se padrão
por motociclistas acostumados a viajar em grupo e o conhecimento destes
procedimentos pode ajudar quando vários grupos ou motociclistas se
encontram em uma viagem, fato que normalmente ocorre em ocasiões de
eventos motociclísticos. Sinais
§
Obstáculo
a frente, como buraco ou lombada: §
Parada
ou emergência a frente: §
Dobrar
a esquerda: §
Dobrar
a direita: §
Retornar
a frente: §
Reduzir
velocidade: Estes
são os sinais básicos usados por nosso grupo. Um grupo que viaja
sempre junto pode combinar sinais e procedimentos como "preciso
parar", "estou sem gasolina", etc. Um
procedimento que pode ser usado quando alguém precisa de uma parada não
programada é: O motociclista ultrapassa o grupo todo, fica
imediatamente a frente do líder e pisca para esquerda tempo suficiente
para todos perceberem sua intenção, permanecendo nesta posição até
a parada efetiva. Nota:
todos os sinais devem ser feitos com a mão esquerda e repetido por
todos os integrantes do grupo.
Dica número
10 – REGRAS GERAIS E BÁSICAS PARA PILOTAGEM COM SEGURANÇA No
Trânsito: Equipamento: Manutenção: Capacete:
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Veja mais DICAS nos links abaixo:
www.geocities.com/WallStreet/Highrise/2030/amc_security.htm